O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo chega a sua 28ª edição entre os dias 23 de agosto e 03 de setembro de 2017. Um dos cinco maiores do gênero em todo o mundo, o evento dirigido pela produtora cultural Zita Carvalhosa e organizado pelaAssociação Cultural Kinoforum, com patrocínio da Petrobras e da Sabesp, tem como tema neste ano “Humor em tempos de cólera”.

“Vivemos um momento em que o ódio impera nas relações, tirando nossa energia, alegria e capacidade de amar. Queremos trazer o humor de volta à vida das pessoas, para que elas possam conviver amigavelmente, mesmo que pensem de forma diferente. O humor, não apenas como um alívio cômico, mas uma ferramenta de reflexão e crítica, nos parece uma alternativa para quebrar esse gelo e essa polarização perversa”, afirma Zita Carvalhosa.

A seleção dos filmes – que será divulgada em meados de julho – apresentará gratuitamente mais de 350 títulos, dos mais variados países, em diversas salas de cinema da capital: MIS, CineSesc, Cinemateca Brasileira, Espaço Itaú Augusta, Cinusp, CCSP e mais quatro salas do Circuito SP Cinema.

Na Mostra Internacional estão curtas-metragens premiados nas últimas edições dos festivais mais importantes do mundo, como o chinês “Gentle Night”, de Qiu Yang, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e “Cidade Pequena”, do português Diogo Costa Amarante, que recebeu o Urso de Ouro em Berlim. Outro destaque é o francês “Deux Escargors s’en Vont”, de Jean-Pierre Jeunet, diretor do longa “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.

O colombiano “Damiana”, que circulou pelas principais mostras europeias, será exibido na Mostra Latino-americana, com a presença do seu diretor, Andrés Ramirez Pullido. Já nos Programas Brasileiros está “Nada”, do cineasta mineiro Gabriel Martins, que integrou a seleção da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano.

Entre as atrações dos Programas Especiais está uma homenagem ao cineasta francês Jacques Rivette, que faleceu em janeiro de 2016. Grande expoente da Nouvelle Vague, ele integrou o grupo de críticos da revista Cahiers du Cinéma, ao lado de François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol. Serão exibidos três títulos do autor, inéditos no Brasil, todos em preto e branco, 35mm e mudos. Produzidos entre 1949 e 1952, os curtas ficaram esquecidos durante quase sete décadas, sendo encontrados por sua viúva, Véronique, no apartamento do casal, no ano passado.

Em comemoração a 70ª edição do Festival de Cannes, a mostra Cannes 70 reunirá curtas brasileiros selecionados para a competição oficial da premiação francesa ao longo de sua história. Já "Diferente como Todo Mundo" traz filmes escolhidos pelo Festival International du Film sur le Handicap, da França, a respeito de pessoas com deficiência e uma seleção brasileira, incluindo “Conferência”, dirigido por Ariel Goldenberg, protagonista do longa “Colegas”.

Na Seção “Feminino Plural”, a Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) comanda uma programação com obras dirigidas por mulheres negras.

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