O premiado Hoje Eu Quero Voltar Sozinho retrata a adolescência, uma fase de descobertas e mudanças, na vida de dois jovens que se apaixonam

Dirigido, escrito e produzido por Daniel Ri­bei­ro, o filme Hoje Eu Quero Voltar So­zi­nho chegou ao home vídeo em 11 de junho, pe­la Imovision, em Blu-ray e DVD. Trata-se de uma edi­ção completa, com muito material adicional, cer­ta­mente um produto para colecionador. 

O filme tem como protagonistas os adolescentes Leo­nardo e Gabriel, que vivem uma bonita história de ami­zade e amor. Leonardo é um adolescente cego que, co­mo qualquer adolescente, está em busca de seu lu­gar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Pa­ra decepção de sua inseparável melhor amiga, Gio­va­na, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio. Porém, a chegada de Ga­briel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo. 
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho chegou ao rental e ao sell-thru simultaneamente, entretanto, o preço para as lo­ca­doras será o mesmo para as duas janelas. Além dos Extras, é importante ressaltar o fa­to de o lançamento conter uma importante opção de aces­sibilidade – a Audio­des­cri­ção. Desde sua exibição nos cinemas, os produtores e exi­bi­dores se preocuparam com esse tipo de recurso e o longa foi exi­bido pelo Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Ca­neca com o auxílio do aplicativo Whatscine, que foi usa­do pela primeira vez no Brasil. O aplicativo é gra­tui­to e transmite recursos de audiodescrição, inter­pre­ta­ção em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e subti­tu­lação – conteúdo acessível produzido pela OSCIP Mais Diferenças.

Ghilherme Lobo

Na metade do segundo semestre de 2009, Ghi­lherme fez o tes­te para interpretar Leonardo no curta-me­tragem de Daniel Ri­bei­ro, Não Quero Voltar So­zi­nho, na própria produtora, lo­ca­li­za­da no Conjunto Na­cional, na capital paulista. Ele recebeu duas ce­nas para o teste e a orientação para não se preocupar em re­tra­tar a deficiência visual do personagem – Daniel queria obser­var sua interpretação. “Disse ao Daniel que eu tinha preparado uma coisa para o teste e queria mostrar a ele. Foi um tiro no es­cu­ro, poderia ter dado errado ou dado muito certo”, confidenciou Ghi­lher­me, que ganhou o papel e usou tanto de seu pró­prio re­per­­tório como ator quanto de aulas de braile, cuja pro­fes­so­ra tam­bém o ensinou a se orientar e se guiar como um cego, para criar a personagem. Ghilher­me tinha 14 anos quando as fil­ma­gens co­meçaram.
 
Alguns anos depois, o ator foi chamado para viver no­­vamente Leo­nardo, desta vez em um longa-me­tra­gem, e teve que voltar um pou­co no tempo para rele­m­brar o personagem. “Tivemos um pro­cesso de leitura, reu­­­niões com o elenco para retomar a história. Tam­­­bém assisti ao curta algumas vezes”, ex­pli­ca o intérprete. Segundo ele, o diretor e roteiris­ta te­ve a preocupação de evoluir os persona­gens pa­ra acompanhar o tempo que passou e o ama­du­re­ci­men­to do elenco para interpretarem a nova tra­ma. 
 
O resultado do trabalho de Ghilherme, seus com­panheiros de elen­co e do cineasta foi a con­sagração no Festival de Berlim e a boa bi­lhe­teria que o longa obteve no Brasil. Para o ator, foi mui­to bom curtir tudo isso, viajar para di­vulgar o filme etc. “Foi se cumprindo toda aque­la ex­pectativa que eu tinha, e vontade mes­­mo, de fazer um longa-metragem tão bom quan­to o curta. A­cho que era o desejo de todo mun­do fazer um longa que che­gas­se no mí­ni­mo no patamar do curta – e conseguimos ir além disso”, relata Ghilherme. 
 

Fabio Audi

Fabio estava fazendo faculdade de cinema, em São Paulo, quando um colega, que também é amigo de Daniel Ribeiro, contou a ele que estavam fazendo teste para um curta e recomendou que ele participasse. “Me interessei, peguei o roteiro e achei super interessante a temática”, conta Fabio, que descobriu na ocasião que o último persona­gem que faltava escalar era o Gabriel, cujo intérprete a equipe estava buscando já havia três meses. “Fiz o teste e naquele mesmo dia o Daniel me ligou pedindo para eu voltar e fazer uma reunião com a equipe da produção. Nos reunimos, o Ghilherme, a Tess (Amorim, intérprete de Giovanna) e eu para fazermos um improviso e foi isso”.
 
Depois de rodar o curta, Fabio Audi terminou seus estudos e realizou alguns trabalhos na produção e na direção, ‘aprendendo a linguagem’, segundo ele, quando foi chamado para outra reunião, desta vez para falar sobre o longa-metragem. “Fomos avaliados pela equipe para ver se ainda tínhamos o perfil dos personagens e deu tudo certo, partimos para rodar o longa”, explica o ator, que afirma ter tido mais tempo para trabalhar o roteiro com o elenco, contando com a abertura dada pelo diretor, que deixou os atores à vontade para colaborar com o texto durante as filmagens. 
 
A expectativa para a recepção do filme foi grande e não se tinha a certeza de que a produção teria a mesma boa receptividade e aceitação do curta-metragem, segundo Fabio. “Na época do curta, éramos todos meio meninos, experimentando o cinema, então a expectativa era menor. Com o longa, já ficamos mais receosos. Mas foi tudo bem, o filme foi muito bem aceito e ficamos muito felizes com sua repercussão e o sucesso que conquistou”. 
 
Assista ao trailer aqui:

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