A Europa Filmes inova mais uma vez e oferece conteúdo em aplicativos para iPad tendo como foco o público infantil

Não é de hoje que a Europa Filmes está se dedicando ao conteúdo infantil. Depois de lançar o selo Europa Kids, a empresa ampliou sua gama de conteúdo e agora possuem Teleco e Teco, Lalaloopsy, Nilba, 1,2,3 Era Uma Vez, Moomins, Osmar, A Primeira Fatia do Pão de Forma, entre outros títulos em seu catálogo. Para acompanhar o público infantil, já tão ligado em novas tecnologias, a empresa decidiu investir em aplicativos com conteúdos para os pequenos.

Nos aplicativos, é possível encontrar o mesmo conteúdo do DVD, porém, as músicas são divididas por faixas que as crianças podem comprar separadamente por US$0,99 cada. Atualmente, estão disponíveis para o sistema iOs, conteúdos dos palhaços Teleco e Teco e Atchim e Espirro e os fantoches de 1,2,3 Era Uma Vez. Até o final do ano, é estimado que mais dez outros títulos se tornem disponíveis na Apple Store.

Os planos da Europa Filmes envolvem outros produtos, tanto nas plataformas online, quanto em lojas físicas. O licenciamento de produtos com as marcas distribuídas por eles é um plano que está ganhando forma e em breve poderá sair do papel. Enquanto isso, a empresa investe no mundo digital, visando ampliar sua distribuição para aplicativos com sistema Android também. “O digital está cada vez mais presente, não podemos deixar essa ferramenta de fora. Os aplicativos são uma porta de entrada para que o consumidor conheça o conteúdo e procure nossos produtos também fora do mundo virtual. Se pensarmos em economia, obviamente, é mais vantajoso alugar o DVD para ter acesso completo ao conteúdo. Em contrapartida, os aplicativos fornecem espaço para subprodutos que o DVD ou qualquer outra janela não poderiam oferecer”, esclarece Ronaldo Bettini Júnior, gerente de marketing da Europa Filmes à época da entrevista.

Para saber um pouco mais sobre os aplicativos e os planos da Europa Filmes em relação ao conteúdo infantil e às plataformas digitais, acompanhe a conversa exclusiva que a VER VIDEO teve com o gerente de marketing, que revelou em detalhes os próximos passos da empresa.

VER VIDEO – Como funcionam os aplicativos e quais conteúdos podemos encontrar neles?

RONALDO BETTINI JR. – Os apps funcionam dessa maneira, eles têm todo o conteúdo dos DVDs fragmentado em faixas musicais, como videoclipes. Essas músicas são as mesmas que compõem um DVD, a diferença é que aqui a gente coloca o primeiro vídeo como degustação, para a pessoa ter o acesso ao conteúdo, conhecer, entender do que se trata e se agradar, ela começa a consumir música a música. Por isso vendemos de forma a granel, para que a criança tenha a possibilidade de consumir exatamente o que ela gosta, sem precisar fazer uma compra única. A partir do momento que você comprou, é possível montar seu playlist. Você pode fazer a inversão das músicas, na ordem que você preferir. O aplicativo dá essa possibilidade de fazer a alteração da composição de como você monta seu playlist. Ao clicar no ícone de ‘Mais’, dentro do aplicativo, é possível acessar os outros aplicativos da Easy2Play, aí você acaba ‘linkando’ um com os outros, e apresentando ao consumidor de Teleco e Teco, por exemplo, o 1,2,3... Era Uma Vez, apresentado para o consumidor de Atchim e Espirro, o Dó Ré Mi Fá dos Bichinhos. Basicamente, esse é o modelo do aplicativo para distribuição do conteúdo, que é o mesmo conteúdo do DVD, mas o nosso modelo de negócio não para aqui. A ideia é fazer com que o conteúdo do Teleco Teco, por exemplo, esteja disponível tanto no formato digital dos vídeos, como também tenha jogos, modelos de entretenimentos, wallpapers, livros animados etc. A ideia é fazer do contrato que a gente tem de distribuição de determinado conteúdo, o conteúdo principal e todos os seus diversos subprodutos. Então, a ideia é pegar um conteúdo que eu tenho do Teleco Teco e transformá-lo em 10, 20,30 aplicativos para cada um deles. Podemos criar milhares de possibilidades. Entre elas, vender quebra-cabeças do Teleco e Teco, Jogo da Memória, Livro Animado... É possível colocar o conteúdo do vídeo em livro, para que a criança tenha seu primeiro contato com a leitura, então, a criança pode ler, pode escutar as histórias. Através do aplicativo, é possível transformar a leitura em uma atividade muito mais dinâmica e interativa. A gente pode usar o som como alternativa para que a criança interaja, você pode usar o toque, o arrastar, o pintar, e tudo isso transforma a leitura em uma experiência muito mais bacana, muito mais agradável.

VV – Hoje já está disponível algum aplicativo nesse formato?

BETTINI – Tudo o que a gente colocou nesse momento é o formato tradicional, do vídeo, e estamos desenvolvendo os subprodutos. O legal é mostrar no primeiro momento o carro-chefe, para depois desenvolver todos os subprodutos. Não necessariamente, o consumidor de Teleco Teco de vídeo, vai ser consumidor do conteúdo de vídeo do 1,2,3 Era Uma Vez, mas o consumidor de Teleco e Teco vai acabar consumindo o quebra-cabeça, ou joguinho ou livrinho. A gente sabe que se oferecermos subprodutos daquela mesma franquia, a chance do consumidor adquirir novos produtos é muito maior.

VV – Há dois anos, mais ou menos, quando a Europa iniciou o selo Europa Kids, trazendo conteúdo infantil, nacional ou internacional, havia intenção da empresa em lançar produtos licenciados, como brinquedos, bonecos e outros. Como estão os planos nesse sentido?

BETTINI – Não existe licenciamento se você não tiver exposição do produto. É preciso criar exposição, mostrar e vender o produto para que os consumidores tenham conhecimento a respeito dele e aí você levar para a indústria aquela marca. Se a indústria sabe que aquele produto está em vários lugares, ela vai se interessar. Se não existe essa exposição prévia, não existe licenciamento. Nosso projeto de atender todas as bases do licenciamento continua, ainda é nossa intenção, só que existe um processo que precisa ser seguido e não é de um dia para o outro. A melhor maneira de se conseguir essa exposição é a televisão, mas a televisão não consegue absorver tudo o que se produz, então você precisa criar maneiras alternativas de expor seu conteúdo. Os aplicativos são uma maneira; se eu conseguir colocar meu conteúdo em diversas mídias digitais, talvez eu consiga essa força de exposição que é necessária para os licenciamentos, até por conta da força que essas mídias vêm ganhando. Isso é o que estamos fazendo hoje, não dá só para contar com a tevê para se divulgar todo o conteúdo. Os aplicativos são a única janela que nos dá a possibilidade de oferecer subprodutos. O Now, por exemplo, é uma ferramenta muito forte, mas não oferece essa possibilidade.

VV – As crianças estão bastante acostumadas com tecnologia, é comum ver crianças mexendo com bastante autonomia em tablets, celulares, então é um universo a que elas estão acostumadas.

BETTINI – Sim! Além de mostrar esses conteúdos para criança, é possível levar a diversão para todos os momentos. Eu já vi um dispositivo que é possível acoplar para a criança usar o tablet enquanto o usa o pinico. É possível levar o tablet para qualquer lugar e isso para as mães é uma tranquilidade, porque, de certo modo, ele acaba virando uma babá eletrônica. Se você precisa de alguns minutinhos de tranquilidade, você deixa a criança brincar no tablet. Eu, que também tenho filhos, sei quando devo mandá-los brincar para gastar energia e sei quando devo apelar para essa tecnologia.

VV – A Europa Filmes buscou parcerias para desenvolver os aplicativos?

BETTINI – A gente acabou se associando com uma empresa especializada em desenvolvimento de aplicativos, que gerou uma nova empresa, que é a Easy2Play, e a gente tem um núcleo especializado, com foco no desenvolvimento, e outro núcleo, que somos nós, com foco no gerenciamento, na divulgação e na administração. Penso que é um bom casamento, um negócio bom para todo mundo. Desenvolver aplicativos não é a mesma coisa que fazer a autoração de um DVD. Os aplicativos têm vida, requerem atualizações, você pode ir alterando, deixando ele mais atrativo etc. Aquele aplicativo que a criança baixou vai ter mudanças, vai evoluindo, trazendo novas opções e é isso o que deixa tudo dinâmico. O fato de termos um parceiro com foco nisso é fundamental para o negócio.

VV – É possível estimar qual o aplicativo é o mais baixado entre todos disponíveis?

BETTINI – Hoje, o Teleco e Teco é o que tem maior volume de downloads, mas ele foi o primeiro a estar disponível na Apple Store. Se contarmos dia a dia, independente do histórico, os aplicativos têm resultados bastante parecidos. Existem crianças apaixonadas por Teleco e Teco, assim como existem as que são apaixonados por fantoches, que são outro tipo de produto que temos, então a diversidade de conteúdo desperta interesse. Através dos relatórios da loja online, é possível identificar de onde partem os downloads e tem lugares como o Vietnã, o Japão, e é muito curioso que conteúdos que estamos distribuindo no Brasil fossem chegar a lugares tão distantes.

VV – Os aplicativos estão disponíveis em outras línguas? Vocês têm a intenção de lançar esse conteúdo com dublagem ou legenda?

BETTINI – Sim, já estamos pensando nisso. Até em função da possibilidade de chegar até outros países com tanta facilidade, o ideal seria atendê-los da maneira que eles querem receber o conteúdo, que é na língua local. Lógico que não dá para fazer dublagem para todas as línguas, mas é possível em inglês e espanhol. Hoje não existe mais fronteira. Um dos pontos positivos de investir em aplicativos é que é possível oferecer ao consumidor uma produção internacional como Lalaloopsy, que é um produto de sucesso, um dos mais vistos na Discovery Kids, mas também oferecer As Pererecas Sapecas, por exemplo, que é uma produção nacional feita por dois rapazes, um especialista em produção gráfica e outro se dedica à produção musical. Eles tiveram a ideia e fizeram um canal no YouTube, que deve ter mais de 240 milhões de views; penso que eles nem imaginam que eles seriam capazes de colocar o conteúdo que eles produziram em diversas plataformas, como o Now, por exemplo. E hoje, a gente coloca esses dois produtos lado a lado na loja da Apple e a gente acredita no potencial dos dois, igualmente.

 

Texto de Lara Berol, originalmente publicado na edição 254 de VER VIDEO.

Imagens: André Cavallini (entrevista) e Divulgação (tela)

 

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